quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Peter Jackson em nova fantasia


Peter Jackson adapta "Temeraire”

Segundo o Hollywood Reporter, o realizador Peter Jackson (“The Lord of the Rings”, “King Kong”) está de olho numa outra obra de fantasia para adaptar à grande tela. Desta vez trata-se de "Temeraire”, uma série de fantasia escrita por Naomi Novik, que de momento se encontra com três livros - "His Majesty's Dragon", "Throne of Jade" e "Black Powder War".

A saga "Temeraire” reimagina as guerras de Napoleão com a adição de uma força aérea de dragões e valentes aviadores.

A história centra-se no britânico Will Laurence que, ao capturar um barco francês, descobre um ovo de dragão no seu interior - um presente do Imperador Chinês para Napoleão. Quando o dragão nasce, o capitão é forçado a abandonar a carreira naval para se tornar no capitão do dragão ao qual irá chamar Temeraire.

Para Jackson, “Temeraire” é uma magnífica mistura de dois géneros que adora, fantasia e épico histórico. “Não posso esperar para ver as batalhas entre um esquadrão de dragões”.

Peter Jackson ainda não decidiu se irá apresentar a história em um ou três filmes, ou por outro meio.

“Enquanto lia os livros, eu conseguia vê-los tornarem-se reais na minha mente”, disse Jackson. “São obras extremamente bem escritas, (…) mas repletas de maravilhosas personagens com corações verdadeiros”.

Jackson escolheu Alice Sebold (“The Lovely bones”) para adaptar o argumento, e está a escreve-lo juntamente com Fran Walsh (“The Lord of the Rings”) e Philippa Boyens (“The Lord of the Rings”), com o intuito de falar com os distribuidores somente depois do guião estar terminado. Ele tenciona realizar o filme na segunda metade do próximo ano.

Novik escreveu o seu primeiro livro da saga “Temeraire” em 2004. Quando Del Rey o viu, a editora pediu-lhe mais dois livros. A série foi publicada na Primavera. De momento, Novik encontra-se a escrever o quarto livro da saga.

Luís Ferreira (do site c7nema)



Jerry Lee Lewis em novo albun


Jerry Lee Lewis, a lenda de 71 anos, está de volta com álbum repleto de convidados.
Last Man Standing, o novo trabalho de Lewis, traz 21 faixas, cada uma com um convidado diferente, como Bruce Springsteen, Eric Clapton, Neil Young, Mick Jagger e Jimmy Page na versão de Lewis para o clássico do Led Zeppelin, “Rock and Roll”.
Segundo críticas, é um dos melhores álbuns de Jerry Lee Lewis, em que os artistas convidados “se rendem” à importância do personagem principal.

Star Wars Edição Limitada




Mais um lançamento para os fãs de Star Wars, a primeira trilogia em uma edição limitada, contendo a versão remasterizada digitalmente e a versão original do cinema.

Próximo filme de Fernando Meirelles



Para quem não sabe, Fernando Meirelles é o diretor do Excelente filme Cidade de Deus e também do não menos bom O Jardineiro Fiel(que até ganhou oscar). O novo trabalho dele será a adaptação do livro "ensaios sobre a cegueira" de José Saramago. Antes de lançar Cidade de Deus, Fernando Meirelles tentou comprar os direitos de Saramago, para transformar o livro em seu primeiro longa, mas Saramago não topou, argumentando que não havia muito sentido em transformar em imagens uma história sobre a cegueira.
Dois anos depois, Saramago aceitou vender os direitos à produtora canadense Rhombus Media e, por obra do destino, caberá a Meirelles assumir a direção de "Blindness" (título do romance em inglês).
O filme é uma co-produção entre Brasil (leia-se O2), Canadá, Reino Unido (Potboiler Productions, produtora de "O Jardineiro Fiel") e Japão (Bee Vine Pictures). Por ora, Fernando Meirelles confirma em sua equipe apenas os nomes de três colaboradores de longa data, com quem já trabalhou em "Cidade de Deus" e "O Jardineiro Fiel". César Charlone assumirá a direção de fotografia; Tulé Peak, a direção de arte; e Daniel Rezende ficará a cargo da montagem.
Segue abaixo uma entrevista com o diretor, consedida à Folha de São Paulo:

Folha - Como surgiu o convite para dirigir "Blindness"?
Fernando Meirelles - A Gail [Egan, da Potboiler Productions, produtora de "O Jardineiro Fiel"] me contatou em junho do ano passado me falando do roteiro de "Blindness". Mas ela não me falou que era o Saramago, e eu não me dei conta, porque no Brasil se chama "Ensaio Sobre a Cegueira". Quando comecei a ler, liguei imediatamente e disse que estava interessado. O Niv [Fichman, produtor canadense], ela e o Don [McKellar, roteirista] foram para São Paulo no começo de julho, ficaram quatro dias lá e já conversamos bastante. O mais legal é que é uma co-produção internacional independente, sem nenhum estúdio. O Brasil está entrando com os talentos e dinheiro das leis de incentivo; o Canadá, com o projeto e o roteiro; o Japão, com muito dinheiro; e os ingleses, com dinheiro e a armação jurídica. O legal é que o filme, em inglês, poderá ser chamado de brasileiro.
Folha - Quando você tentou comprar os direitos, Saramago argumentou que não faria muito sentido transformar o romance em filme. Quais suas idéias para a adaptação?
Meirelles - Tento não explicar o que eu gosto na história ou dizer sobre o que será o filme, porque reduz muito. Mas há aspectos do livro que me interessam, como a fragilidade da civilização. As pessoas perdem a visão e ocorre um colapso da civilização. A gente é um bando de animais com uma casquinha de civilização, e, quando você mexe, tudo se perde. Parece que a gente não enxerga mesmo, a gente está destruindo o planeta, esquentando o planeta, e nada muda. É uma metáfora sobre a cegueira destes tempos. Mas são muitos recortes. Quanto menos eu tentar explicar, mais leituras poderei fazer. É uma lição que aprendi com a maturidade.

Ivonete Liberato na Sexy

Para ver mais fotos, é só clicar na imagem. Mil agradecimentos à revistasgratisws.blogspot.com

Highlander em 30 segundos (com coelhos)

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

O Segundo Cartaz de O Ilusionista

A Noite dos Mortos Vivos em 30 segundos (com coelhos)

POWERS

Uma história curta no universo de Powers, de Brian Michael Bendis e Michael Avon Oeming, onde a policia tem que lidar com um dia a dia povoado de super heróis e super vilões além dos lunáticos e criminosos de sempre.







Essa história foi publicada no site da Devir como preview de um encardenado de Powers (o primeiro de muitos, espero). Ah, se você clicar nas imagens, elas ampliam e aí dá pra ler de boa.

O Iluminado em 30 segundos (com coelhos)


Buahahahahahahahahahaha!

domingo, 10 de setembro de 2006

Kabuki de David Mack


Quer ler esse gibizaço grátis. então clica aí no LINK e aproveita. Acima a 1ª página. (Clique nela para ver maior)

Webcam (para maiores)

Eragon (O Cartaz)

Depois de Senhor dos Aneis, As Crônicas de Nárnia, Harry Poter etc, os produtores estão loucos para emplacarem outra série de fantasia nos cinemas. Eragon é a nova tentativa. Espadas, Dragões, Feiticeiros, Tiranos... Nada de muito novo no horizonte, mas os fãs da série de livros do autor Christopher Paolini(é, uma série de livros de fantasia, mais uma) já estão babando para ver o jovem Eragon enfrentando enormes desafios e efeitos visuais de primeira. Estréia 15 de dezembro.

Do Lápis de David Mack




Clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Das Palavras de Lord Byron


Uma Taça feita de um Crânio Humano

(Lord Byron)

Não recues! De mim não foi-se o espírito...

Em mim verás - pobre caveira fria -

Único crânio que, ao invés dos vivos,

Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte

Arrancaram da terra os ossos meus.

Não me insultes! empina-me!... que a larva

Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais vale guardar o sumo da parreira

Do que ao verme do chão ser pasto vil;

- Taça - levar dos Deuses a bebida,

Que o pasto do réptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,

Vá nos outros o espírito acender.

Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro

...Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,

Quando tu e os teus fordes nos fossos,

Pode do abraço te livrar da terra,

E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida

Tanto mal, tanta dor ai repousa?

É bom fugindo à podridão do lado

Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...

(Tradução de Castro Alves)

sábado, 9 de setembro de 2006

JONAH HEX: A FACE FULL OF VIOLENCE

Ótima capa dessa hq do velho e violento Jonah Hex, desenhada pelo Luke Ross.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Novo Trailer de Casino Royale

O novo filme da série 007 aposta num james Bond mais realista e mais próximo ao personagem dos livros. É uma aposta arriscada, mas que promete.
trailer:

Maravilha

Feita do barro, criada pelos deuses, uma maravilha de mulher.

Velhos Novos Ditos Populares

"Ouça isso e aprenda!"

É dando.............................................. que se engravida.
Quem ri por último........................... é retardado.
Alegria de pobre................................ é impossível.
Quem com ferro fere........................ não sabe como dói.
Sol e chuva,........................................ vou sair de guarda-chuva.
Em casa de ferreiro.......................... só tem ferro.
Devo, não pago.................................. nego enquanto puder.
Quem tem boca vai........................... ao dentista.
Gato escaldado ................................. morre.
Quem espera,.................................... sempre cansa.
Quando um não quer........................ o outro insiste.
Os últimos.......................................... serão desclassificados.
Carro a álcool,.................................... você ainda vai empurrar um.
Há males............................................. que vem para pior.
Se Maomé não vai à montanha,....... então vai à praia.
A esperança e a sogra........................ são as últimas que morrem.
Quem dá aos pobres,......................... paga a conta do motel.
Depois da tempestade....................... vem a gripe.
Devagar............................................... nunca se chega.
Antes tarde........................................ do que mais tarde.
Em terra de cego............................... quem tem um olho é caolho.
Quem cedo madruga........................ fica com sono o dia inteiro.
Pau que nasce torto.......................... mija no chão.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Um conto de Anatole France

A missa das Sombras
de Anatole France

Eis o que o sacristão da igreja de Santa Eulália, em Neuville-d'Aumont, me contou debaixo da latada do Cavalo-Branco, numa bela noite de verão, bebendo uma garrafa de velho vinho, à saúde de um morto muito abastado, que ele havia enterrado honrosamente naquela manhã mesma, sob um tecido cheio de belas lágrimas de prata.

"Meu finado e pobre pai (quem fala é o sacristão) foi, em vida, coveiro. Era de humor agradável, e isso sem dúvida decorria de sua profissão, porque se tem reparado que as pessoas que trabalham nos cemitérios possuem espírito jovial. A morte não os atemoriza absolutamente; jamais se preocupam com ela. Eu, que lhe estou falando, senhor, penetro num cemitério, à noite, tão serenamente quanto no caramanchão do Cavalo-Branco. E se, por acaso, encontro um espectro, não me inquieto absolutamente com isso, porque reflito que ele pode perfeitamente ir cuidar de seus negócios, da mesma forma que eu dos meus. Conheço os hábitos dos mortos e seu caráter. Sei a tal respeito coisas que os próprios sacerdotes ignoram. E o senhor ficaria surpreso se lhe contasse tudo que tenho visto. Mas, nem todas as verdades são próprias para serem contadas, e meu pai, que, todavia, gostava de narrar histórias, não revelou a vigésima parte do que sabia. Em compensação, repetia muitas vezes as mesmas narrativas e. ao que eu saiba, relatou bem umas cem vezes a aventura de Catarina Fontaine.

Catarina Fontaine era uma velha solteirona, que ele se lembrava de ter visto em criança. Não me surpreenderia se ainda houvesse na região, até, uns três velhos que ainda se recordem de ter ouvido falar a seu respeito, porque ela era muito conhecida e considerada, embora pobre. Morava numa esquina da Rua das Freiras, na torrezinha que o senhor ainda pode ver e que depende de um velho palacete arruinado, que dá para o jardim das Ursulinas. Há. nessa torrezinha, figuras e inscrições meio apagadas. O falecido pároco de Santa Eulália, Levasseur, dizia aí estar escrito, em latim, que "o amor é mais forte que a morte". O que se refere, acrescentava, ao amor divino.

Catarina Fontaine vivia sozinha nessa pequena habitação. Fazia rendas. O senhor sabe que as rendas de nossa região eram, antigamente, muito afamadas. Não se conheciam parentes ou amigos seus. Dizia-se que amara, aos dezoito. anos, o jovem cavaleiro d'Aumont", com quem noivara secretamente. Mas as pessoas de bem não queriam acreditar absolutamente nisso e diziam tratar-se de uma história que fora imaginada, porque Catarina Fontaine lembrava mais - uma dama, que uma operária, conservava 'sob seus cabelos brancos os vestígios de uma grande beleza, possuía um ar triste e se lhe podia ver, na mão, um desses anéis em que o ourives colocara duas mãozinhas unidas e que era costume outrora os noivos trocarem. O senhor saberá, daqui a pouco, o que isso significa.

Catarina Fontaine vivia santamente. Freqüentava as igrejas e, todas as manhãs, qualquer que fosse o tempo, ia ouvir a missa de seis horas, em Santa Eulália.

O
ra, uma noite de dezembro, quando ela estava deitada em seu pequeno quarto, foi despertada pelo toque dos sinos; certa de estarem eles anunciando a primeira missa, a piedosa senhora vestiu-se e desceu à rua, onde a noite era tão fechada que se não viam absolutamente as casas; claridade alguma era perceptível, no céu negro. E reinava tamanho silêncio nessas trevas - que nem penso um cão ladrava ao longe - que a pessoa se sentia completamente separada do mundo dos vivos. Mas Catarina Fontaine, que conhecia cada uma das pedras onde pisava e que podia ir à igreja de olhos fechados, alcançou, sem dificuldade, a esquina da Rua das Freiras com a Rua da Paróquia, no ponto onde se ergue a casa de madeira que exibe uma árvore de Jessé, esculpida numa volumosa trave. Tendo alcançado esse local, ela viu que as portas da igreja estavam abertas e que deixavam sair uma grande claridade de círios. Continuou a caminhar e, tendo entrado, encontrou-se numa reunião, que enchia a igreja. Ela, porém, não reconhecia nenhum dos presentes, e estava surpresa ao ver - aquelas pessoas trajadas de veludo e de- brocado, - plumas no chapéu e trazendo espada, à maneira dos tempos de antanho. Havia senhoras que seguravam longas bolsas de castão de ouro e damas com toucados de nadas, presos com um pente em diadema. Cavaleiros de e Luís davam a mão a essas senhoras, que escondiam atrás do leque um rosto pintado, do qual só era visível um sinal no canto dos olhos! E todos iam colocar-se em seu lugar, sem o menor ruído, e não se ouvia,, enquanto andavam, nem o som dos passos no lajedo, nem o roçagar dos tecidos.

As naves laterais enchiam-se de multidão de jovens artesãos, de casaco pardo. calções de fustão e meias azuis, que seguravam pela cintura raparigas lindíssimas, rosadas, que conservavam os olhos baixos. E, junto ás pias de água benta, camponesas de saia vermelha e corpinho de atar, sentavam-se no chão com a tranqüilidade dos animais domésticos . enquanto uns mocetões, de pé atrás delas, - alavam os olhos, rodando o chapéu nos dedos. E todas aquelas fisionomias silenciosas pareciam imobilizadas para sempre, no mesmo pensamento, suave e triste. Ajoelhada em seu lugar costumeiro, Catarina Fontaine viu o sacerdote caminhar para o altar, precedido por dois acólitos. Não reconheceu nem o sacerdote, nem os ajudantes. Começou a missa. Era uma silenciosa missa, na qual não se ouvia absolutamente o som dos lábios que se agitavam, nem o rumor da sinéta agitada inutilmente. Catarina Fontaine sentia-se sob o olhar e sob a influência de seu misterioso vizinho e, tendo olhado, sem quase volver a c- reconheceu o jovem cavaleiro d'Aumont-Cléry, que a havia amado e que morrera fazia quarenta e cinco anos. Reconheceu-o por um sinalzinho que ele possuía sob a Orelha esquerda e, principalmente, pelo sombreado dos longos cílios negros em seu 'rosto. Vestia o traje de caça, com botões dourados, que ele usara no dia em que tendo-a encontrado no bosque de São Bernardo, roubara-lhe um beijo. Conservava a Sua Mocidade e seu bom aspecto. Seu sorriso ainda mostrava uma dentadura de jovem lobo. Catarina disse-lhe, baixinho:

- Senhor, vós que fostes meu amigo e a quem dei outrora o que uma jovem possui de mais precioso, Deus vos tenha em sua graça! Possa ele me inspirar, finalmente, o pesar pelo pecado que cometi convosco: porque é verdade que, de cabelos brancos e próxima da morte, ainda não me arrependo de vos ter amado. Mas, finado amigo, meu belo senhor, dizei-me, quem são essas pessoas trajadas à maneira antiga, que estão assistindo aqui a esta silenciosa missa.

O cavaleiro d'Aumont-Cléry respondeu com uma voz mais débil que um sopro e, não obstante, mais clara que o cristal:

- Catarina, esses homens e essas mulheres são almas do purgatório, que ofenderam a Deus, pecando, a nosso exemplo, pelo amor das criaturas, mas que nem por isso estão desligadas de Deus, porque seu pecado foi, a exemplo do nosso, sem maldade. Enquanto separadas daqueles que amavam sobre a terra, elas se purificam no fogo do purgatório, padecem as dores da ausência, e para elas esse sofrimento é o mais cruel. São tão infelizes que um anjo do céu se apiedou de seu martírio de amor. Com o consentimento de Deus, reúne, todos os anos, durante uma hora da noite, o amigo à amiga em sua igreja paroquial, onde lhes é permitido assistir à missa das sombras, segurando-se pela mão. Esta é a verdade. Se me foi permitido ver-te aqui antes de tua morte, Catarina, tal coisa não se realizou sem a permissão de Deus.

E Catarina Fontaine lhe respondeu:

- Bem desejaria morrer para voltar a ser formosa como nos dias, meu finado senhor, em que te dava de beber na floresta.

Enquanto falavam assim, baixinho, um cônego muito idoso recolhia as esmolas e apresentava uma grande salva de cobre aos presentes, que ali deixavam cair sucessivamente moedas antigas, desde muito tempo fora de circulação: escudos de seis libras, florins, ducados, nobres com a rosa, e as moedas caíam em silêncio.

Quando a salva de cobre lhe foi apresentada, o cavaleiro depositou um luís, que não fez mais ruído que as outras moedas de ouro ou de prata.

Depois, o velho cônego parou em frente de Catarina Fontaine, que procurou em seu bolso, sem nele encontrar, um real. Então, não desejando recusar sua dádiva, tirou do dedo o anel que o cavaleiro lhe dera na véspera de sua morte, e atirou-o na concha de cobre. O anel de ouro, ao cair. ressoou como um pesado badalo de sino e, ao ruído atroador que ele fez, o cavaleiro, o cônego, o oficiante, os agitaram, as damas, os cavaleiros, toda a assistência desapareceu; os círios se apagaram e Catarina Fontaine ficou sozinha nas Trevas".

Tendo concluído assim sua narrativa, o sacristão bebeu um grande copo de vinho, ficou um instante a meditar e depois prosseguiu, nestes termos:

"Contei-lhe esta história exatamente como a ouvi muitas vezes de meu pai e creio que é verdadeira, porque corresponde a tudo o que tenho observado das maneiras e dos costumes peculiares dos defuntos.

"Convivi com os mortos, desde minha infância, e sei que eles costumam voltar a seus amores.

- É por isso que os mortos avarentos vagam, à noite, nas proximidades dos tesouros que eles esconderam durante a vida.

Montam boa guarda à volta de seu ouro; mas os cuidados que eles tomam, longe de lhes servirem, prejudicam-nos, e não é raro descobrir-se dinheiro enterrado na terra, pesquisando-se o sítio freqüentado por um fantasma. Da mesma forma, os finados maridos vêm atormentar, à noite, suas mulheres, casadas em segundas núpcias, e eu poderia indicar muitos que vigiaram melhor suas esposas depois de mortos do que o haviam feito em vida...

Esses são dignos de censura, porque, em boa justiça, os defuntos não deveriam ser ciumentos. Mas lhe estou Contando o que tenho observado. Por isso é que se deve ter cuidado quando se desposa uma viuva. Aliás, a história que lhe relatei tem sua comprovação no seguinte fato:

"Na manhã seguinte a essa noite extraordinária, Catarina Fontaine foi encontrada morta em seu quarto. E o padre de Santa Eulália encontrou, na salva de cobre que servia para o peditório, um anel de ouro, com duas mãos entrelaçadas. Aliás, não sou homem que conte histórias para fazer rir. E se pedíssemos outra garrafa de vinho...?"

Snakes on a Plane Trailer


Estreia nesta sexta, o novo filme do "motherfucker" Samuel L. Jackson, que promete ser um trash muito divertido. Um filme onde há um avião cheio de... cobras, claro. Dã!

Batman


Abertura da série animada do Batman. Muito legal. Expressionismo, Partituras geniais, tudo coreografado de modo espetacular.

Liga da Justiça: Nova Formação

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Os Aviões da Varig

Gostou? Quer ver mais? Clica na imagem. (Agradecimentos ao Clube da Putaria)

Warren Ellis ri de Civil War

Para quem não sabe, Civil War é aquela hipersaga da Marvel criada por Mark Millar que pretende "revolucionar os quadrinhos" e blá blá blá - o tipo de saga que te obriga a comprar todos os gibis de linha da editora porque todos participam , entendeu? Bem, Ellis dá uma banana para a mega saga do momento com essa capa de seu ótimo gibi NextWave. Hehehehehehe!

terça-feira, 5 de setembro de 2006

A Dália Negra


Novo cartaz do filme de Brian de Palma, que teve boas críticas em Veneza.

Utilidade Pública: Em caso de zumbis... quebre o vidro

Do Lápis de Aaron Acevedo





Um conto de Franz Kafka


UM FRATRICÍDIO

Franz Kafka

Ficou demonstrado que um assassinato aconteceu do seguinte

modo:

Schmar, o assassino, por volta das nove horas de uma

noite enluarada, posiciona-se na esquina daquela rua pela qual Wese, a

vítima, ao sair de seu escritório, na rua paralela, terá de dobrar, a

caminho de sua casa.

O ar da noite é de um frio cortante. Schmar, entretanto,

usa uma leve roupa azul, além de trazer o casaco desabotoado. Ele não

sente frio nenhum, mantém-se sempre em movimento. A sua arma

para o crime, meio-termo entre baioneta e faca de cozinha, ele a

segura firme pelo cabo, inteiramente a descoberto. Examina-a à luz da

lua, a lâmina da faca cintila, mas isso não é o suficiente para Schmar;

esfrega-a com força na calçada, provocando faíscas; talvez tenha se

arrependido disso e, para reparar o ato, passa-a como um arco de

violino na sola da bota, enquanto inclinado para a frente, com uma

perna levantada, fica simultaneamente a escutar com atenção o som da

faca sobre a bota e algum som premonitório que viesse da rua.

Por que o cidadão Pallas, que olhava tudo de sua janela,

no segundo andar, bem próximo dali, permitiu que tudo acontecesse?

Indague ao mistério da natureza humana! Com a gola levantada, o

roupão bem atado em torno da barriga volumosa, sacudindo a cabeça,

ele olha para baixo.

E cinco casas adiante, no lado oposto da rua, a senhora

Wese, o abrigo de pele de raposa sobre a camisola, espia a vinda do

marido, que hoje, fora de seus hábitos, está demorando a chegar.

Finalmente soa a campainha da porta do escritório de

Wese, som demasiado alto para uma campainha de porta, que percute

sobre a cidade na direção dos céus, e Wese, o diligente trabalhador

noturno, sai dali para sua casa, ainda invisível naquela rua, apenas

anunciado pelo som da campainha; a seguir o calçamento registra os

seus passos calmos.

Pallas espicha-se um pouco mais para fora; não deve

perder nada. A senhora Wese, tranqüilizada pelo som da campainha,

fecha ruidosamente a janela. Schmar, no entanto, ajoelha-se curvado;

como não tem naquele instante outras partes do corpo descobertas,

pressiona só o rosto e as mãos contra a calçada; enquanto tudo mais

está gelado, Schmar arde.

Precisamente no limite de separação das ruas, Wese se

detém, apenas escorando a bengala na calçada da rua seguinte. Um

capricho. O céu noturno o seduziu, o azul escuro e o dourado. Sem

saber de nada, olha para o alto; sem saber de nada, ergue o chapéu e

alisa os cabelos; nada encontra no alto que mostre um sinal do futuro

que o aguarda; tudo permanece no seu absurdo, inescrutável lugar. A

rigor, é bastante lógico que Wese siga adiante; porém ele segue na

direção da faca de Schmar.

"Wese!", grita Schmar, ficando na ponta dos pés, o braço

estendido, a faca afiada para baixo, em posição. "Wese! É em vão que

Júlia espera por ti!" E à direita no pescoço e à esquerda no pescoço e a

terceira vez fundo no ventre desfere Schmar os seus golpes. Ratos da

água, quando feridos, lançam sons semelhantes aos de Wese.

"Está feito", diz Schmar e atira a já supérflua faca suja de

sangue para a frente da casa mais próxima. "Bem-aventurança do

assassinato! Alívio, alado êxtase ante o escorrer do sangue alheio!

Wese, velha sombra noturna, amigo, companheiro de cervejaria, estás

esvaindo-te no escuro chão desta rua. Por que não és simplesmente

uma bexiga cheia de sangue, para que eu possa sentar sobre ti e

desmanchar-te de uma vez por todas? Nem tudo se realiza, nem todos

os sonhos em botão floresceram, teus sólidos restos ainda jazem aqui,

insensíveis a qualquer pontapé. Que tola resposta deve ser dada à

pergunta que agora representas?"

Pallas, sufocando toda a peçonha em seu corpo, surge de

corpo inteiro, abrindo a porta de duas folhas de sua casa. "Schmar!

Schmar! Eu vi tudo, nada deixei escapar." Pallas e Schmar se

defrontam. Pallas dá-se por satisfeito, Schmar não demonstra nada.

A senhora Wese, com uma multidão de cada lado, avança

apressada com o rosto envelhecido pela choque. O abrigo de pele se

abre, ela se joga sobre Wese, aquele corpo vestido de camisola

pertence a ele. O abrigo de pele que se estende sobre o casal, como a

relva num túmulo, pertence à multidão.

Schmar, contendo com esforço sua última náusea,

pressiona a boca sobre o ombro do policial, que o leva rapidamente

dali.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Kung fu Jesus

O novo astro dos filmes de kung fu é... jesus cristo!
The Horrors-Sheena Is A Parasite(by Chris Cunningham)

Por causa deste clipe, o diretor Chris Cunnigham foi banido da MTV. Censura tosca!

domingo, 3 de setembro de 2006

THUNDERCATS

Rede Bobo apresenta: THUNDERCATS! Yeah!
21 jump street intro

Yeah, Anjos da Lei, ao lado de O Homem da Máfia, era um dos melhores seriados policiais nos anos 80.Ótimos roteiros. Para os curiosos, foi aqui que Jonnhy Deep começou a carreira.

Desolation Jones 7 Preview

É do Warren Ellis, o que deveria dispensar apresentações, mas como existem os incultos, vou dizer que Desolation Jones é um agente secreto ingês vivendo numa comunidade oculta de espiões em Los Angeles e fazendo alguns serviços sujos. Desolation é implacavel e cruel, talvez por causa das experiências a que foi submetido e que ferraram com sua capacidade de dormir ou talvez seja porque ele simplesmente seja um filho da puta. Via saber. O que eu sei é que esse gibi é muito bom mesmo. Eu recomendo. Abaixo, uma amostra. Como você sabe, para ver em tamanho maior é só clicar nas imagens.



sábado, 2 de setembro de 2006

MeninaMá.Com


MeninaMá.Com

Nesse suspense, Ellen Page é uma garotinha aparentemente inocente que(também aparentemente) é envolvida através da net num caso de pedofilia (aparentemente). Mas (aparentemente) nem tudo é o que parece neste filme de suspense elogiadíssimo que chega entre nós brasileiros no dia 22 de setembro. Tou na fila!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

The War of the Red Cliff


Vem aí mais um filme de John Woo. Como sempre, podemos esperar por um bom filme. Esse épico chinês contará com uma constelação asiática: Chow Yun-Fat, Ken Watanabe, Tony Leung Chiu-Wai e a top model taiwanesa Lin Chi-Ling.
história se baseia em eventos dos anos 220 a 280 d.C. e conta uma passagem do Romance dos Três Reinos, livro escrito por volta do ano 1350 por Luo Guanzhong. Nele, os três feudos existentes no território chinês entram em conflito. A batalha climática, que envolveu cerca de um milhão de combatentes, teve de um lado dois senhores, Sun Quan and Liu Bei, derrotando o superior exército invasor de Cao Cao. Pouco tempo depois, a dinastia Han terminou oficialmente e o país foi dividido entre os três reinos.
A parte ruim da história é que a estréia do filme está prevista para 2008. Só nos resta esperar.