terça-feira, 22 de agosto de 2006

The Monster Squad - TV intro 1976

Meus tempos de menino Amarelo! Desse eu nem me lembrava direito (ah, a senilidade), mas foi ver esse video e lembrar que essa série era muit trash, e talves por isso mesmo eu a adorava.
Final Fantasy VII: Advent Children Trailer)

Yeah, ótima adaptação (na verdade, uma continuação) do clássico RPG da Square. Lançado agora em DVD.

Witchblade 100

A estréia da brasileira Adriana Melo como desenhista da Witchblade.



Witchblade, aquela história em quadrinhos da detetive gostosa Sarah Pezzini, que tem uma arma mítica chamada witchblade, chega ao nº 100. Cenas abaixo:




pan's labyrinth

O novo filme de Guilhermo Del Toro (Hellboy, Blade II, A Espinha do Diabo... ótimos filmes), uma mistura de fantasia e horror. Tou na fila!
Seu celular tira fotos?

Ande sempre com um celular que tira fotos. hehehehe
Nova Versão do "clássico" Atoladinha

Não tem como não dizer que foram criativos!

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Velhas Virgens - abre essas pernas

A melhor banda alternativa de todos os tempos. Recomendo!!

A primeira armadura do Homem de Ferro

Antes de ser conhecido como O Vingador Dourado, Tony Stark criou uma versão menos glamourosa de sua armadura, como mostra essa estatueta lançada nos EUA ao preço de 70 doletas mais ou menos. Ai meu bolso.


Abertura de Hellboy: Sword of Storms Trailer

Dos quadrinhos de Mike Mignola para o cinema -- e agora para um desenho animado que aparentemente vai arrebentar!
Bruce Lee Vs Chuck Norris

Duelo de primeira entre dois famosos artistas marciais

Oscar Wilde

Oscar Wilde foi autor de "O Retrato de Dorian Gray", um homossexual talentoso que, por causa de sua preferência sexual teve sua vida arruinada. Em seus textos, senpre repletos de ironia, a crítica à hipocrisia era uma constante, de modo que tais escritos jamais saem de moda. Seus temas eram sempre a face humana (geralmente nada bonita). Mesmo em seus contos de aparência mais inofensiva, como "O Rouxinol e A Rosa", a ironia está presente.




O Rouxinol e a Rosa

Oscar Wilde

_ Ela disse que dançaria comigo se eu lhe levasse rosas vermelhas – exclamou o Estudante – mas estamos no inverno e não há uma única rosa no jardim...

Por entre as folhas, do seu ninho, no carvalho, o Rouxinol o ouviu e, vendo-o ficou admirado...

_ Não há nenhuma rosa vermelha no jardim! – disse o Estudante, com os olhos cheios de lágrimas. – Ah! Como a nossa felicidade depende de pequeninas coisas! Já li tudo quanto os sábios escreveram. A filosofia não tem segredos para mim e, contudo, a falta de uma rosa vermelha é a desgraça da minha vida.

Eis, afinal, um verdadeiro apaixonado! – disse o Rouxinol. Tenho cantado o Amor noite após noite, sem conhecê-lo no entanto; noite após noite falei dele às estrelas, e agora o vejo... O cabelo é negro como a flor do jacinto e os lábios vermelhos como a rosa que deseja; mas o amor pôs-lhe na face a palidez do marfim e o sofrimento marcou-lhe a fronte.

_ Amanhã à noite o Príncipe dá um baile, murmurou o Estudante, e a minha amada se encontrará entre os convidados. Se levar uma rosa vermelha, dançará comigo até a madrugada. Somente se lhe levar uma rosa vermelha... Ah... Como queria tê-la em meus braços, sentir-lhe a cabeça no meu ombro e a sua mão presa a minha. Não há rosa vermelha em meu jardim... e ficarei só; ela apenas passará por mim... Passará por mim... e meu coração se despedaçará.

_ Eis um verdadeiro apaixonado... – pensou o Rouxinol. – Do que eu canto, ele sofre. O que é dor para ele é alegria para mim. Grande maravilha, na verdade, é o Amar! Mais precioso que esmeraldas e mais caro que opalas finas. Pérolas e granada não podem comprá-lo, nem se oferece nos mercados. Mercadores não o vendem, nem o conferem em balanças a peso de ouro.

_ Os músicos da galeria – prosseguiu o Estudante – tocarão nos seus instrumentos de corda e, ao som de harpas e violinos, minha amada dançará. Dançará tão leve, tão ágil, que seus pés mal tocarão o assoalho e os cortesãos, com suas roupas de cores vivas, reunir-se-ão em torno dela. Mas comigo não bailará, porque não tenho uma rosa vermelha para dar-lhe... – e atirando-se à relva, ocultou nas mãos o rosto e chorou.

_ Por que está chorando? – perguntou um pequeno lagarto ao passar por ele, correndo, de rabinho levantado.

_ É mesmo! Por que será? – Indagou uma borboleta que perseguia um raio de sol.

_ Por quê? – sussurrou uma linda margarida à sua vizinha.

_ Chora por causa de uma rosa vermelha, - informou o Rouxinol.

_ Por causa de uma rosa vermelha? – exclamaram – Que coisa ridícula! E o lagarto, que era um tanto irônico, riu à vontade.

Mas o Rouxinol compreendeu a angústia do Estudante e, silencioso, no carvalho, pôs-se a meditar sobre o mistério do Amor.

Subitamente, abriu as asas pardas e voou.

Cortou, como uma sombra, a alameda, e como uma sombra, atravessou o jardim.

Ao centro do relvado, erguia-se uma roseira. Ele a viu. Voou para ela e posou num galho.

_ Dá-me uma rosa vermelha – pediu – e eu cantarei para ti a minha mais bela canção!

_ Minhas rosas são brancas; tão brancas quanto a espuma do mar, mais brancas que a neve das montanhas. Procura minha irmã, a que enlaça o velho relógio-de-sol. Talvez te ceda o que desejas.

Então o Rouxinol voou para a roseira, que enlaçava o velho relógio-de-sol.

_ Dá-me uma rosa vermelha – pediu – e eu te cantarei minha canção mais linda.

A roseira sacudiu-se levemente.

_ Minhas rosas são amarelas como as cabelos dourados das donzelas, ainda mais amarelas que o trigo que cobre os campos antes da chegada de quem o vai ceifar. Procura a minha irmã, a que vive sob a janela do Estudante. Talvez ela possa te possa ajudar.

O Rouxinol então, dirigiu o vôo para a roseira que crescia sob a janela do Estudante.

_ Dá-me uma rosa vermelha – pediu - e eu te cantarei a mais linda de minhas canções.

A roseira sacudiu-se levemente.

_ Minhas rosas são vermelhas, tão vermelhas quanto os pés das pombas, mais vermelhas que os grandes leques de coral que oscilam nos abismos profundos do oceano. Contudo, o inverno regelou-me até as veias, a geada queimou-me os botões e a tempestade quebrou-me os galhos. Não darei rosas este ano.

_ Eu só quero uma rosa vermelha, repetiu o Rouxinol, - uma só rosa vermelha. Não haverá meio de obtê-la?

_ Há, respondeu a Roseira, mas é meio tão terrível que não ouso revelar-te.

_ Dize. Não tenho medo.

_ Se queres uma rosa vermelha, explicou a roseira, hás de fazê-la de música, ao luar, tingi-la com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim com o peito junto a um espinho. Cantarás toda a noite para mim e o espinho deve ferir teu coração e teu sangue de vida deve infiltrar-se em minhas veias e tornar-se meu.

_ A morte é um preço exagerado para uma rosa vermelha – exclamou o Rouxinol – e a Vida é preciosa... É tão bom voar, através da mata verde e contemplar o sol em seu esplendor dourado e a lua em seu carro de pérola...O aroma do espinheiro é suave, e suaves são as campânulas ocultas no vale, e as urzes tremulantes na colina. Mas o Amor é melhor que a Vida. E que vale o coração de um pássaro comparado ao coração de um homem?

Abriu as asas pardas para o vôo e ergueu-se no ar. Passou pelo jardim como uma sombra e, como uma sombra, atravessou a alameda.

O Estudante estava deitado na relva, no mesmo ponto em que o deixara, com os lindos olhos inundados de lágrimas.

_ Rejubila-te – gritou-lhe o Rouxinol – Rejubila-te; terás a tua rosa vermelha. Vou fazê-la de música, ao luar. O sangue de meu coração a tingirá. Em conseqüência só te peço que sejas sempre verdadeiro amante, porque o Amor é mais sábio do que a Filosofia; mais poderoso que o poder.. Tem as asas da cor da chama e da cor da chama tem o corpo. Há doçura de mel em seus braços e seu hálito lembra o incenso.

O Estudante ergueu a cabeça e escutou. Nada pode entender, porém, do que dizia o Rouxinol, pois sabia apenas o que está escrito nos livros.

Mas o Carvalho entendeu e ficou melancólico, porque amava muito o pássaro que construíra ninho em seus ramos.

_ Canta-me um derradeiro canto – segredou-lhe – sentir-me-ei tão só depois da tua partida.

Então o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz fazia lembrar a água a borbulhar de uma jarra de prata.

Quando o canto finalizou, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderninho de notas e um lápis.

_ Tem classe, não se pode negar – disse consigo – atravessando a alameda. Mas terá sentimento? Não creio. É igual a maioria dos artistas. Só estilo, sinceridade nenhuma. Incapaz de sacrificar-se por outrem. Só pensa e cantar e bem sabemos quanto a Arte é egoísta. No entanto, é forçoso confessar, possui maravilhosas notas na voz. Que pena não terem significação alguma, nem realizarem nada realmente bom!

Foi para o quarto, deitou-se e, pensando na amada, adormeceu.

Quando a lua refulgia no céu, o Rouxinol voou para a Roseira e apoiou o peito contra o espinho. Cantou a noite inteira e o espinho mais e mais foi se enterrando em seu peito, e o sangue de sua vida lentamente se escoou...

Primeiro descreveu o nascimento do amor no coração de um menino e uma menina; e, no mais alto galho da Roseira, uma flor desabrochou, extraordinária, pétala por pétala, acompanhando um canto e outro canto. Era pálida, a princípio, qual a névoa que esconde o rio, pálida qual os pés da manhã e as asas da alvorada. Como sombra de rosa num espelho de prata, como sombra de rosa em água de lagoa era a rosa que apareceu no mais alto galho da Roseira.

Mas a Roseira pediu ao Rouxinol que se unisse mais ao espinho. – Mais ainda, Rouxinol, - exigiu a Roseira, - senão o dia raia antes que eu acabe a rosa.

O Rouxinol então apertou ainda mais o espinho junto ao peito, e cada vez mais profundo lhe saía o canto porque ele cantava o nascer da paixão na alma do homem e da mulher.

E tênue nuance rosa nacarou as pétalas, igual ao rubor que invade a face do noivo quando beija a noiva nos lábios.

Mas o espinho não lhe alcançava ainda o coração e o coração da flor continuava branco – pois somente o coração de um Rouxinol pode avermelhar o coração de rosa.

_ Mais ainda, Rouxinol, - clamou a Roseira – raiar o dia antes que eu finalize a rosa.

E o Rouxinol, desesperado, calcou-se mais forte no espinho, e o espinho lhe feriu o coração, e uma punhalada de dor o traspassou.

Amarga, amarga lhe foi a angústia e cada vez mais fremente foi o canto, porque ele cantava o amor que a morte aperfeiçoa, o amor que não morre nem no túmulo.

E a rosa maravilhosa tornou-se purpurina como a rosa do céu oriental. Suas pétalas ficaram rubras e, vermelho como um rubi, seu coração.

Mas a voz do Rouxinol se foi enfraquecendo, as pequeninas asas começaram a estremecer e uma névoa cobriu-lhe o olhar, o canto tornou-se débil e ele sentiu qualquer coisa apertar-lhe a garganta.

Então, arrancou do peito o derradeiro grito musical.

Ouviu-o a lua branca, esqueceu-se da Aurora e permaneceu no céu.

A rosa vermelha o ouviu, e trêmula de emoção, abriu-se à aragem fria da manhã. Transportou-o o Eco, à sua caverna purpurina, nos montes, despertando os pastores de seus sonhos. E ele levou-os através dos caniços dos rios e eles transmitiram sua mensagem ao mar.

_ Olha! Olha! Exclamou a Roseira. – A rosa está pronta, agora.

Ao meio dia o Estudante abriu a janela e olhou.

_ Que sorte! – disse – Uma rosa vermelha! Nunca vi rosa igual em toda a minha vida. É tão linda que tem certamente um nome complicado em latim. E curvou-se para colhê-la.

Depois, pondo o chapéu, correu à casa do professor.

_ Disseste que dançarias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha, - lembrou o Estudante. – Aqui tens a rosa mais linda e vermelha de todo o mundo. Hás de usá-la, hoje a noite, sobre ao coração, e quando dançarmos juntos ela te dirá o quanto te amo.

A moça franziu a testa.

_ Esta rosa não combina com o meu vestido, disse. Ademais, o Capitão da Guarda mandou-me jóias verdadeiras, e jóias, todos sabem, custam muito mais do que flores...

_ És muito ingrata! – exclamou o Estudante, zangado. E atirou a rosa a sarjeta, onde a roda de um carro a esmagou.

_ Sou ingrata? E o senhor não passa de um grosseirão. E, afinal de contas, quem és? Um simples estudante... não acredito que tenhas fivelas de prata, nos sapatos, como as tem o Capitão da Guarda... – e a moça levantou-se e entrou em casa.

_ Que coisa imbecil, o Amor! – Resmungou o estudante, afastando-se. – Nem vale a utilidade da Lógica, porque não prova nada, está sempre prometendo o que não cumpre e fazendo acreditar em mentiras. Nada tem de prático e como neste século o que vale é a prática, volto à Filosofia e vou estudar metafísica.

Retornou ao quarto, tirou da estante um livro empoeirado e pôs-se a ler...

domingo, 20 de agosto de 2006

Galaxy Rangers

Abertura de um desenhaço que misturava western e ficção cientifica. Um desenho super bem escrito e com personagens cativantes. Ah, e também uma ótima abertura.
Queen - Princes Of The Universe ('Highlander' OST 1986)

Yeah! Clipe do Queen para o filme do Highlander (o primeiro, o único que presta né). Vale pela dupla lembrança: a de um ótimo cantor e de um ótimo cantor!
Mais uma vez, obrigado ao Youtube.

sábado, 19 de agosto de 2006

A Arte de Moebius

Jean Giraud Moebius, um senhor francês, é um dos maiores quadrinhistas mundiais, um dos criadores da revista Metal Hurlant (mãe da Heavy Metal). Dono de um traço bastante particular e maravilhoso, desenha westerns (Blueberry), ficção cientifica (O Incal, A Garagem Hermética), super heróis (Surfista prateado) e o que mais aparecer. Abaixo, amostras de seu traço:











The Prestige de Cristopher Nolan


O Cartaz desse filmaço que conta a história de dois mágicos que transformam amizade em rivalidade e rivalidade em algo mortal. Promete!

O Sobrevivente por Chuck Palahniuk


Chuck Palahniuk é o cara que escreveu o ótimo Clube da Luta ( que virou um filmaço polêmico nas mãos de David Finch), onde podemos perceber sua caneta afiada abrindo as artérias do american way life, mostrando sem pena a podridão da sociedade moderna. Em O Sobrevivente, Chuck continua a sua crítica brutal do dia a dia do homem moderno. Aqui o alvo são as religiões, o endeusamento de algumas pessoas, o terrorismo, a comodidade. Enredo: Um sobrevivente de uma religião dessas que os americanos adoram inventar (do tipo fanática mesmo), onde todos os outros participantes cometeram suicidio, sequestra um avião que pretende derrubar e conta sua história para a caixa preta. É uma história contundente, envolvente e alguns outros entes que você puder imaginar. Já saiu no Brasil, então corre atrás que vale a pena.

Os Filhos de Anansi por Neil Gaiman


Os Filhos de Anansi é o mais recente livro de Neil Gaiman. Nos 02 videos abaixo, você verá o trailer polonês do livro e um trecho de uma entrevista com Gaiman onde ele conta sobre o que é o livro (legendado). Aí em cima eu coloquei a capa inglesa porque a da edição brasileira é muito, muito feia.
Anansi Boys advert in Polish

Trailer polones do livro de Neil Gaiman, Os Filhos de Anansi.Muito divertido. Ei, esse lance de trailer de livro é muito legal.
Neil Gaiman - Os Filhos de Anansi

Trecho de entrevista de Neil Gaiman falando sobre seu livro mais recente, Os Filhos de Anansi.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

The Departed (O novo do Scorcese)




O novo filme de Martin Scorcese é a refilmagem de um filme oriental, "Internal Affairs", sobre um policial infiltrado no crime organizado e um criminoso infiltrado na policia. Não sou muito fã de remakes (mentira, sou implicado com remakes), mas como é Scorcese, a gente espera animado. Aí em cima, o cartaz. O elenco, como dá pra ver no cartaz, é estelar.