quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Bom Para a Alma: Amante de Renan Calheiros


Vodca vai salvar o mundo (pelo menos uma pessoa ja foi salva)

Médicos na Austrália salvaram a vida de um turista italiano envenenado alimentando-o por três dias com vodca administrada intravenosamente. O turista italiano de 24 anos foi levado ao Hospital Mackay Base, no norte do Estado de Queensland, depois de ter ingerido uma grande quantidade de etilenoglicol, um componente de aditivos de radiador de automóveis, em uma suposta tentativa de suicídio.

O etilenoglicol pode paralisar o funcionamento dos rins e, freqüentemente, é fatal. O médico Pascal Gelperowicz, que liderou a equipe de tratamento junto com Todd Fraser, afirmou que o italiano estava inconsciente quando chegou ao hospital.

O tratamento foi iniciado imediatamente com o álcool farmacêutico, que funciona como um antídoto para o etilenoglicol. Mas os suprimentos de álcool farmacêutico do hospital de Queensland acabaram.

"Rapidamente usamos todos os frascos disponíveis e decidimos que um outro caminho seria fornecer álcool ao paciente por meio de bebidas alcoólicas colocadas em sua sonda nasogástrica", disse Gelperowicz ao jornal The Australian.

Todd Fraser disse que o tratamento pode não ser convencional, mas foi bem sucedido, pois o paciente se recuperou totalmente. "O paciente recebeu o equivalente a três doses comuns a cada hora, durante três dias, enquanto permaneceu na unidade de terapia intensiva", afirmou Fraser.

"A diretoria do hospital foi bem compreensiva quando explicamos nossas razões para a compra de uma caixa de garrafas de vodca"

fonte

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Tirinhas











Anatomia


Otário com mais de 30


Achei muito interessante o texto do Zé do Quiado, do blog http://zedoquiabo.blogspot.com/, que resolvi postar aqui na íntegra e com a foto que ele usou:


Metiolate(mertiolate)
Passamos toda uma geração usando inutilmente o ardeloso mertiolate, mais conhecido como Metiolate. Então, um dia, vem o Ministério da saúde depois de muitos anos e diz pra população que esse remédio não serve pra nada. Todos na infância, odiávamos metiolate. Fomos enganadas. Como a empresa é poderosa, inventou uma “nova” fórmula, que não arde. E dá-lhe propaganda na mídia. Eu fico pensando, mas não existe as agencias de fiscalização pra isso? A única coisa boa do metiolate foi uma piadinha cretina: o que a cachorra falou pro cachorro na porta da farmácia? Resposta: metiolate!

Biotônico Fontoura
É outro remédio em passamos toda uma geração usando inutilmente, depois tardiamente o Ministério da Saúde o proibiu, pois além de não servir pra nada, ainda ajudava a alcoolizar as nossas crianças, pelo índice alto de ‘cachaça na composição. E esse é um medicamente centenário, criado em 1910, usado até pelos nossos avós. Coitados! Quem nunca leu o famoso Almanaque Fontoura? Hoje, ainda deve existir esse medicamento nas farmácias , mas também com “nova fórmula”, certamente sem álcool.


Brinquedos da Estrela
Sempre quis ter, quando criança, os brinquedos da estrela, mas nunca tive condições financeiras, mesmo que tivesse, eram caríssimos, o ferrorama, carrinhos de corrida, aquelas bonecas(isso eu nunca quis, sou macho da espécie, está me estranhando?), aqueles palitinhos coloridos e uma infinidade de desejos, explicado por Freud. Depois com a invasão dos produtos chineses, descobrimos que a fábrica estrela assaltou descaradamente, anos e anos de mesadas sofridas de incaltas crianças como eu. Por exemplo, um brinquedo da estrela, de 100 reais, compraríamos o mesmo por 1,99, hoje nos camelôs da vida! Essa é foda mesmo!


Meias Lupo
Caríssimo! Só pra rico. São duráveis? Uma porcaria, só marca. Digo isso porque comprei uma meia nessas lojas de 1,99 por 1 real. Chinesa e com um sistema de entrançado incrível, não rasga, e um tipo de tecido que eu não sei bem o que é. Trocando em miúdos: foi melhor meia que eu tive na minha vida! Durou uns dois anos!


Promoções da coca-cola
É uma das enganações que eu mais odeio. Funciona assim: Junte 500 tampinhas, 40 selos, etc etc e..... com mais 20 reais troque por um ursinho personalizado! O mesmo ursinho que na loja de 1,99 custa 1,99. Ou seja você é otário várias vezes. Além de ter um trabalho enorme, juntando as miseráveis tampinhas, faz propaganda di grátis ainda dá um lucro fabuloso pra empresa!


Ana Maria Braga
Se eu detestava mensagens de fundo religioso e de auto-ajuda, entupindo minha caixa de emails, todo dia de manhã lá está ela, Ana Maria Braga, na tela com os mais manjados textos de power point, pousando de inteligente. Um cinismo sem fim, como se ele fosse uma criatura que ajuda as pessoas.


Ratinho
Quantas vezes fiquei na TV vendo o Ratinho, dizendo que ia mudar o Brasil, derrubar o ministro, achar água no Nordeste e tantas outras. Esbravejava, convencia, batia na mesa. Uma malandro do caralho!!!. Como eu fui trouxa! Hoje é milionário e eu aqui numa merda de dó escrevendo essas bobagens!


Fusca
Tudo que já se disseram a respeito do fusca é mentira: Não é econômico, come uma gasolina do caramba. É cara a mão de obra, peças, só anda em oficina. Quando eu fico uma semana sem ir à oficina, eu já fico preocupado. É um lixo. Eu odeio fusca!


Cinema
No shopping, no cinemax daqui a entrada é 15 pila, e se for adquirir pipoca caríssima deles, já que é obrigado, e refrigerante você vai gostar uma nota. Com 15 reais eu compro uns 4 a 5 DVD’s(pirata, claro) e assisto quantos vezes quiser.


Político apresentador
Toda cidade importante tem um político apresentado de TV. È muita malandragem, assim ele se expõe todos os dias pro eleitor, faz “caridade” na tela e se perpetua no poder. Aqui no Ms tem um meia dúzia deles, desses, tem um que já tem uns 4 ou cinco mandatos. Pode até ser legal, mas é imoral!


Café
Eu sou consumidor voraz de café. Conheço os mais variados sabores e aromas. Mas o que tem de café ordinário com milho, soja e outras pra nos enganar neste país não é brinquedo, não. E todos com o famoso selo da ABIC, associação brasileira da indústria do café. Ou seja ABIC e merda é a mesma merda, não serve pra atestar a qualidade do produto.


Lula
Preciso falar?

Anatomia Feminina


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Tropa de Elite



Tropa de Elite, o filme nacional mais aguardado do ano, entrou em cartaz na última sexta-feira (5 de outubro) e já tem seus primeiros números de arrecadação divulgados.
Pois os produtores e a Paramount podem comemorar. Comentadíssimo por ter aparecido nos camelôs de todo o país meses antes de seu lançamento com grande procura (e até "continuações" disfarçadas - filmes antigos embalados como Tropa de Elite 2, 3...), o filme ganhou espaço gigantesco na mídia. Todo o comentário prévio levou milhares de pessoas aos cinemas. Foram 178 mil espectadores (número ainda parcial) só no Rio de Janeiro e São Paulo, com média de 1.052 espectadores por sala (140 cópias exibidas em 171 salas).
Trata-se da maior abertura do ano para um filme nacional, 48% maior que a obtida pelo filme brasileiro mais visto em 2007 até então, A Grande Família.
José Padilha, o diretor, comentou o resultado em anúncio oficial da Paramount Pictures. "Agradeço aos espectadores por estarem indo conferir nos cinemas a versão final do filme. O bom resultado deste primeiro fim de semana mostra que existe interesse do público por filmes brasileiros. Estou torcendo para que o mesmo aconteça nas cidades onde Tropa estréia nesse fim de semana", disse.
O diretor geral da Paramount Pictures Brasil, Cesar Silva, complementou: "Os resultados são excelentes e não me lembro na história recente do cinema nacional um filme ter resultados tão expressivos sem campanha de televisão".
Também no Omelete o filme é um sucesso. Foi um dos assuntos mais procurados no site em setembro/outubro, com quase 80 mil leituras dos artigos e notícias relacionados. O filme amplia seu circuito nacionalmente na próxima sexta-feira, dia 12 de outubro. Resta saber se conseguirá igualar o sucesso das ruas, onde, estima o Datafolha, já foi visto por 1,5 milhão de pessoas só na cidade de São Paulo.
fonte: Omelete

Tirinhas











Medicamento novo!!


Clica aí na imagem e descubra quem que tu é!


domingo, 7 de outubro de 2007


as palavras de dylan thomas:
NÃO
ENTRES NESSA NOITE ACOLHEDORA COM DOÇURA


Não entres nessa noite acolhedora com doçura, Pois a velhice deveria arder e delirar ao fim do dia; Odeia, odeia a luz cujo esplendor já não fulgura.
Embora os sábios, ao morrer, saibam que a treva
[ lhes perdura, Porque suas palavras não garfaram a centelha
[ esguia, Eles não entram nessa noite acolhedora com doçura. Os bons que, após o último aceno, choram pela
[ alvura Com que seus frágeis atos bailariam numa verde
[ baía Odeiam, odeiam a luz cujo esplendor já não fulgura. Os loucos que abraçaram e louvaram o sol na etérea
[ altura E aprendem, tarde demais, como o afligiram em sua
[ travessia
Não entram nessa noite acolhedora com doçura. Os graves, em seu fim, ao ver com um olhar que os
[ transfigura
Quanto a retina cega, qual fugaz meteoro, se
[ alegraria, Odeiam, odeiam a luz cujo esplendor já não fulgura. E a ti,meu pai, te imploro agora, lá na cúpula
[ obscura, Que me abençoes e maldigas com a tua lágrima
[ bravia.
Não entres nessa noite acolhedora com doçura, Odeia, odeia a luz cujo esplendor já não fulgura.
bom para a alma: nicol shadow
clique na imagem e veja +


posters. filmes. em breve. posters. filmes. em breve









Entenda o caso Renan

Tirinhas




Curriculum de um Presidente

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Tropa de Elite (musicvideo)

Tropa de Elite


Gostei bastante da crítica do site Omelete. Vai aí abaixo e também assino embaixo pela crítica:

Ótimo que todo mundo a esta altura do campeonato já tenha visto Tropa de Elite (2007). Questões de pirataria à parte, fica mais fácil resenhar e discutir o filme quando o leitor já sabe do que estamos falando. E não há meios de ciscar em torno do trabalho do diretor José Padilha - Tropa de Elite chama todo espectador a formar uma opinião.
Antes de mais nada, porque o filme não se apresenta a nós na forma de entretenimento escapista. A narração em off de Wagner Moura desde o primeiro minuto passa a certeza de que aquela história que será contada não foi necessariamente construída para a imersão na ficção, mas para ilustrar uma realidade. Realidade essa que é mais próxima ou mais distante de nós, dependendo de quem assiste, mas ainda assim uma realidade inegável.
O fato de Padilha ter despontado como documentarista em Ônibus 174 pesa. A levada de Tropa de Elite tem o didatismo dos filmes que não deixam lacunas. É ação atrás de ação, exposição atrás de exposição, pontuadas pelo discurso de Nascimento, o capitão interpretado por Moura em tom professoral. Discurso e filme se confundem, ambos dirigem-se ao espectador numa via de mão única.
A favor da narração em off, vale dizer que ela não se limita a verbalizar a cena que se mostra. Nascimento é mais um comentarista da ação: o filme abre com uma desastrosa entrada da Polícia Militar no Morro da Babilônia, invasão essa que desencadeia troca de tiros com o tráfico e que força o BOPE a intervir. Wagner Moura sequer mostrou o rosto no filme ainda, mas já sabemos bem o que ele pensa da situação - "se é pra fazer direito, deixe o BOPE fazer sozinho".
Nascimento prega a filosofia dominante dentro do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, divisão independente da PM: o Rio de Janeiro está em guerra, e nas guerras não se fazem prisioneiros. O livro em que o filme se baseia, Elite da Tropa, de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luís Eduardo Soares, mescla experiências de um oficial do BOPE, Pimentel, com análises da situação do narcotráfico no Rio. Enquanto ponto de vista do Batalhão, portanto, Tropa de Elite não deixa (e nem deixaria) de disseminar a visão de mundo dos oficiais que compõem a guarda.
Como fazer, então, com que o espectador "humanista" compre o discurso de Nascimento? O diretor e o roteirista Bráulio Mantovani sacam uma inteligentíssima manobra não-linear. Como o tiroteio abre o filme, logo supõe-se que encerrará também, como bom clímax e bom flashback. Acontece que o caso da Babilônia se resolve no meio do filme. A partir da metade, como se Tropa de Elite começasse de novo, acompanhamos como outros dois PMs, Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro), centrais na subtrama da Babilônia, entrarão para o BOPE.
Não há como rejeitar a filosofia de Nascimento, particularmente pela ótica de Neto e Matias, porque José Padilha institui entre os três protagonistas uma relação de gratidão. Neto e Matias meteram-se numa enrascada na Babilônia e Nascimento subiu para salvá-los. Imaginou-se (pelo menos eu imaginei) que o tiroteio no baile funk concluiria o filme, mas no fundo o caso da Babilônia é só o estopim.
Melhor dizendo, é o pretexto.
A lógica é absolutamente genial em seu maquiavelismo: quando Nascimento, personificando o Batalhão, estende a mão a Neto e Matias, firma-se ali um compromisso. Os dois PMs idealistas, que passaram o primeiro terço do filme camelando em meio a papeladas e viaturas encalhadas, tornam-se os Faustos (particularmente o racional Matias) do poderoso Mefistófeles que é Nascimento. Não tem nem o que discutir: em oposição à paralisia purgatorial da PM, a disciplina do BOPE é um quente espetáculo dos infernos.
Se alguém acha (e certamente há muitos) que partir para o tudo-ou-nada é legítimo na situação do Rio hoje, Tropa de Elite ratifica esse pensamento com uma estrutura dramática sem furos e altamente persuasiva. Agora, reconhecer o brilhantismo de Padilha como narrador não é a mesma coisa que concordar com seu discurso. Tropa de Elite é uma peça de convencimento das mais eficientes, por vezes sofisticada, mas não deixa de ser moralmente condenável. Não há guerra que justifique o atropelo da lei. Tortura e execução nunca serão justificáveis.
Uma cena em particular, já no fim do filme, é bastante emblemática: depois que os oficiais ameaçam violentar o garoto com o cabo da vassoura, ele confessa onde está encondido o traficante. A câmera deixa a laje, onde estava na altura dos atores em plano aberto, e faz um movimento em direção ao sol para fechar o plano.
Mirar o céu não é só um raccord (ligação que dá fluidez entre o fim de um plano e o início do próximo) genérico. A contra-luz cega a lente com uma brancura que, metaforicamente, "limpa" o abuso a que acabamos de assistir. O sol simbólico pode ser uma esperança, pode ser o aval divino à tortura, pode ser lido de maneiras diversas - inequívocos são os meios cinematográficos que o diretor Padilha usa para legitimar os fins bárbaros da tropa.

CAPITÃO NASCIMENTO REVOLTADO POR SEU FILME NÃO TER SIDO ESCOLHIDO PARA CONCORRER AO OSCAR!!