Ela abriu-se sem nenhum pudor e foi sem sorrir e trêmula que ela entregou-se.
domingo, 6 de setembro de 2009
trecho: virgens suicidas
Na manhã em que a última filha dos Lisbon decidiu-se também pelo suicídio – foi Mary dessa vez, e soníferos, como Thereza –, os dois paramédicos chegaram à casa sabendo exatamente onde ficavam a gaveta das facas, o forno, e a viga no porão à qual era possível atar uma corda.
Jeffrey Eugenides
Samuel Fuller
O diretor de Agonia e Glória e Capacete de Aço, dois dos melhores filmes de guerra já feitos, descansa um pouco antes de continuar a filmar mais uma obra prima.
Filmografia:
1937 - Hats Off - roteirista
1937 - It Happened in Hollywood – roteirista.
1938 - Bandos de Nova Iorque (Gangs of New York) – roteirista
1940 - Bowery Boy – roteirista
1941 - Confirm or Deny – roteirista
1943 - O Poder da Imprensa (Power of the Press) – roteirista
1949 - Apaixonados (Shockproof) – roteirista
1949 - Matei Jesse James (I Shot Jesse James) – diretor e roteirista
1950 - O Barão Aventureiro (The Baron of Arizona) – roteirista e diretor
1951 - Baionetas Caladas (Fixed Bayonets) – roteirista e diretor
1951 - Capacete de Aço (The Steel Helmet) – diretor, roteirista e produtor
1952 - A Dama de Preto (Park Row) – diretor, produtor e roteirista
1952 - Scandal Sheet – autor do livro
1952 - The Dark Page – autor do livro
1953 - Anjo do Mal (Pickup on South Street) – roteirista e diretor
1954 - The Command – roteirista
1954 - Tormenta sob os Mares (Hell and High Water) – diretor e roteirista
1955 - Casa de Bambu (House of Bamboo) – ator, diretor e roteirista
1957 - Dragões da Violência (Forty Guns) – diretor , roteirista e produtor
1957 - No Umbral da China (China Gate) – produtor, diretor e roteirista
1957 - Renegando o meu Sangue (Run of the Arrow) – roteirista, diretor e produtor
1959 - O Quimono Escarlate (The Crimson Kimono) – diretor, produtor e roteirista
1959 - Proibido! (Verboten!) – roteirista, diretor e produtor
1961 - A Lei dos Marginais (Underworld U.S.A.) – diretor, produtor e roteirista
1962 - Mortos que Caminham (Merrill's Marauders) – diretor e roteirista
1963 - Paixões que Alucinam (Shock Corridor) – produtor, roteirista, cinematografo e diretor
1964 - O Beijo Amargo (The Naked Kiss) – roteirista, produtor e diretor
1965 - O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou) – ator
1966 - Quando os Homens são Maus (The Meanest Men in the West) – diretor e roteirista
1967 - The Cape Town Affair – roteirista
1968 - Caine (Shark!) – diretor e roteirista
1971 - The Last Movie – ator
1972 - Em Ritmo de Assassinato (Dead Pigeon on Beethoven street) – diretor e roteirista
1973 - Fúria no Sangue (The Deadly Trackers) – Autor da história original
1973 - The Young Nurses – ator
1974 - Os Homens Violentos do Klan (The Klansman) – roteirista
1977 - O Amigo Americano (The American Friend) – ator
1977 - Scott Joplin – ator
1979 - 1941 – ator
1979 - Samuel Fuller and the Big Red One – ator
1980 - Agonia e Glória (The Big Red One) – diretor e roteirista
1982 - Cão Branco (White Dog) – diretor e roteirista
1982 - Hammett, o Falcão Maltês (Hammett) – ator
1982 - O Estado das Coisas (Der Stand der Dinge) – ator
1983 - Ladrões do Amanhecer (Les Voleurs de la Nuit) – diretor, ator e roteirista
1984 - El-Lanaa – autor do livro
1984 - Slapstick of Another Kind – ator
1984 - A Vida do Próximo (Le Sang des Autres) – ator
1986 - L'Etoile De Sang – ator
1987 - A Return to Salem's Lot – ator
1987 - Helsinki Napoli All Night Long – ator
1987 - Resgate Infernal (Let's Get Harry) – roteirista
1989 - Sons – ator
1989 - Uma Rua Sem Volta (Street of No Return) – ator, diretor, roteirista e editor
1990 - Hollywood Mavericks – ator
1990 - The Day of Reckoning – diretor e roteirista
1992 - Golem, o Espírito do Exílio (Golem, l'Esprit de l'exil) – ator
1992 - La Vie De Bohème – ator
1992 - Missa On Musette? – ator
1993 - Falstaff On The Moon – ator
1993 - Golem, o Jardim Petrificado (Golem, le jardin pétrifié) – ator
1994 - Alguém para Amar (Somebody to Love) – ator
1994 - Crimes Imaginários (Imaginary Crimes) – ator
1994 - Tigrero: O Filme que Nunca Foi Feito (Tigrero: A Film That Was Never Made) – ator
1996 - A Máquina de Escrever, o Rifle e a Câmera Cinematográfica (The Typewriter, the Rifle, and the Movie Camera) – ator
1996 - Words – ator
1997 - O Fim da Violência (The End of Violence) – ator
O Lobo estreou em
É notícia velha, mas eu tinha que comentar: Querem fazer um filme do Lobo. Para a molecada ver! Ou seja, sem violência! P******** que pariu!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Notas do subterrâneo fim de semana
- DRAG ME TO HELL decepciona. Ponto. Depois de ler e ouvir tantos elogios ao retorno de Sam Raimi ao gênero horror, eu esperava sentir a força e a criatividade de antes (Evil Dead, Darkman); no entanto, nada mais vi que cenas sem graça, reviravoltas que não surpreendem e Sam Raimi emulando a si mesmo nos movimentos de câmera, mas sem nehum brilho. Uma sensação de – mau e mal – dejá vu durante toda a projeção. E pior: o filme parece mais comprido do que é. Meu irmão comentou que esse filme fez com que ele perdesse o respeito por Raimi. Eu já o perdera em Homem-aranha 3. Tinha esperança que esse filme me fizesse recuperar esse respeito. Aposenta Sam Raimi! A história: Garota linda se indispõe com cigana nojenta e é amaldiçoada, passa ser seguida por uma lâmia (um tipo de demônio) e blá blá blá. Não empolga. Sem contar que parece muito – muito mesmo – com ‘A Maldição do Cigano’, de Stephen King. Mas sejamos justos: Provavelmente King tirou a sua história do mesmo lugar que Raimi: as E.C. Comics. Ah, pelo menos a trilha de Cristopher Young é boa. Filme decepcionante.
- DISTRITO 9, ao contrário, é tudo aquilo que se vem falando por aí: um filmaço de ficção ciêntifica. O melhor filme do ano até agora. Com roteiro inteligente e cheio de nuances, com um desenvolivimento documental, não poupa o telespectador ao colocar na tela preconceito, chacinas, crueldade, xenofobia, medo irracional, exploração governamental e cenas de ação perfeitas. Provavelmente nem Cameron – com seu Avatar - vai conseguir concorrer com esse filmaço. Distrito 9 é, em uma palavra, o melhor filme do ano.
- E por falar em AVATAR, o trailer é bonito e legal: “It’s Great!” e, bem, é isso. Não revoluciona. Não mostra nada de novo. Na verdade lembra muito outros filmes! “Ah, mas você não viu em 3-D e hein hein hein”. E daí? Tem que funcionar de qualquer jeito em qualquer lugar. Mas convenhamos, o pior problema de Avatar é Cameron se achar e ficar falando que é revolucionário. Até agora, não é. Longe disso. Um pouco de humildade, senhor Cameron. Quem deve dizer se uma obra é revolucionária ou não é o público, não o artista. Trailer e fotos apenas mais ou menos.
- E, deixando os filmes um pouco de lado, vamos passar para um livro: BANGOQ 8. Começou bem, com um militar americano sendo assassinado por uma enorme cobra. Cena muito legal mesmo. Foi indo bem, com uma narrativa em primeira pessoa feita por um policial de Bangoq. Mostrando os tons da cidade e tudo mais. Até que, de-repente entram oficiais americanos e se torna um trilher mais ou menos comum e meio previsivel. Estou na metade. Nem devia estar falando do livro até agora. afinal, pode haver uma reviravolta e tal e o livro tornar a ficar interessante, mas Bangoq 8 está quase ficando largado por aí na estante. Eu confesso: sou rabujento. Deve ser a idade. Não tenho paciência com trechos chatos, seja de livros, filmes ou o que for. Livro que ainda não disse a que veio.
- Voltando aos filmes, ontem vi CAMINHOS PERIGOSOS, do Martin Scorcese. Puta que pariu. Isso é que é filme. Não vou babar na direção ou na interpretação dos atores. Keitel magistral. De Niro em sua melhor fase. Direção perfeita de Scorcese. Não vou falar de nada disso. Vou falar dos diálogos tirados diretos das ruas. Que Tarantino que nada. Scorcese sim sabe como se fala nas ruas. Obra prima e clássico são duas expressões manjadas mas cabem com perfeição aqui. Esqueça o cinema do século 21. Filme de Scorcese = Ótimo.
- O MELHOR CINEMA É O DOS ANOS 1970! Pode parecer papo de velho, mas assista os filmes dessa época – 1970’s porra – e depois a gente conversa.
- E então, SOM E FÚRIA, que Fernando Meirelles pariu. Muito legal, muito divertido esse retrato dos bastidores de uma companhia de teatro. Quem diria que é possivel algo de qualidade na tv aberta? Hilário.
- E vamos falar de HUNG, estrelando Thomas Jane – aquele mesmo de O Justiceiro – como um professor de história e treinador de basquete, que foi largado pela mulher (“Larguei um menino para ficar com um homem.” Ui!), que decide se prostituir ao descobrir seu – único – talento: um pau grande. É da HBO essa série, o que quer dizer: personagens bem desenvolvidos e carismáticos que te prendem na tela. Série do tipo que não se consegue largar.
A Caminho de Assunção, de Rubem Fonseca
Meu dólmã azul-ferrete de alamares brancos estava puído nos punhos e na gola. Minhas botas não tinham saltos, e estavam furadas nas solas. O punho da minha espada partira-se. Os soldados tinham os pés descalços e os uniformes remendados pelas mãos das chinas que seguiam voluntariamente nosso exército ou eram arrebatadas nos povoados que atravessávamos a caminho de Assunção.
O Coronel Procópio, comandante do 2°. Regimento de Cavalaria, recusava-se a nos deixar vestir roupas civis.
Sabemos que o próprio General-Comandante veste sobre o seu uniforme um poncho azul de forro vermelho. E que oficiais e praças gaúchos do 5°. Regimento se vestem de bombachas, ponchos e chapéus de vaqueiro, disse Procópio, na reunião do Estado-Maior.
Procópio era um homem magro, de testa pontuda e queixo fino. Passava as noites lendo na barraca. Diziam que ele não andava bom da cabeça.
Não somos um bando de peões de estância. Somos os Dragões Reais de Minas. Nosso regimento foi criado por Carta Régia.
Quando Procópio gritava, sua voz ficava áspera e rouca. Estávamos em dezembro. Havíamos acabado de atravessar o Chaco e metade do nosso regimento fora dizimado pelo cólera, o beribéri e o tifo. Em meio à marcha rápida para o sul, bivacamos perto das coxilhas de Vileta. O acampamento fervilhava de homens e material de guerra. Íamos atacar Avaí.
Ouvia-se, ao longe, uma paródia obscena do hino da Cavalaria, cantada pelos gaúchos do 5°.
Partimos de madrugada. Raiou um dia de céu azul e nuvens muito brancas. Ao cruzar um desfiladeiro sombrio ouvimos o troar das bocas de fogo inimigas. O alferes Rezende, que crescera comigo em Santo Antônio do Paraibuna, caiu com o pé preso no estribo, a cabeça uma polpa sangrenta, e foi arrastado pelo seu cavalo em disparada até desaparecer num capinzal alto. De entre a macega, os mosquetões inimigos atiravam sem parar. O céu começou a escurecer e logo uma chuva grossa desabou sobre o campo de batalha.
Procópio ordenou uma carga sobre as baterias do flanco esquerdo. Atravessamos um capoeirão, um chão coberto de mata rala. Com as lanças em riste, investimos sobre a artilharia inimiga.
Carreguem, carreguem!, bradava Procópio.
O ruído das patas dos cavalos em galope acelerado e dos nossos gritos era tão forte quanto o estrondo dos canhões. O primeiro que matei estava sem a barretina, os cabelos lisos, de índio, molhados pela chuva.
Muitos dos nossos, os cavalos mortos, combatiam a pé. A lâmina da minha espada brilhava lavada de sangue e chuva. Um artilheiro inimigo, um menino, agarrou meu estribo e me atacou com um facão. Decepei-lhe a mão direita, num golpe seco e hábil.
Aos poucos a luta foi cessando, apenas pequenas escaramuças ocorriam esporadicamente. O exército inimigo havia sido desbaratado. Não se ouvia mais o estrondo dos seus canhões. Dezessete deles haviam sido capturados.
Nas ribanceiras e montes, nas macegas e capoeiras estavam caídos corpos mortos de muitos milhares de homens e animais. Saía do chão um cheiro de terra molhada e sangue e pólvora misturado com a fragrância doce da bosta dos cavalos.
O Coronel Procópio e o Tenente-Coronel Rubião estavam mortos. O Major José Rias assumiu o comando do regimento. Os oficiais e sargentos se reuniram em torno de sua cabeça pelada pelo tifo. A pele do rosto de Rias era pálida como cera de vela de santo e seus olhos, encravados fundo no crânio, brilhavam de febre e loucura. O espírito de Procópio parecia ter entrado no seu corpo. Vamos até Assunção! Viva a Cavalaria!
Um estafeta surgiu para avisar que o General-Comandante estava passando em revista as tropas. José Rias percorreu o acampamento berrando com os homens que estavam deitados, dormindo ou apenas olhando exaustos para o céu.
A cavalo! de pé! Rias dava pontapés no rosto dos que não respondiam às suas ordens, enfiava a espada nas costelas dos recalcitrantes.
Em pouco tempo os homens montaram nos seus cavalos. Aqueles que haviam perdido as montarias perfilavam-se a pé, alguns com os arreios ao lado, a lança na mão direita usada como apoio, para não caírem ao chão de cansaço.
No meio da neblina, do lado norte do campo, surgiu o General-Comandante cavalgando um tordilho, acompanhado de um ajudante-de-ordens. Vestia o poncho azul com forro vermelho, segurava as rédeas na mão esquerda e com a direita mantinha um lenço negro contra o rosto. Um tiro arrebentara seu maxilar e alguns dentes da frente. Havia manchas de sangue no seu poncho. Ele estava enganchado na sela como alguém que tivesse passado a vida inteira naquela posição. Os soldados, obedecendo ao comando de Rias, ficaram em posição de sentido.
O General imobilizou sua montaria e sem soltar as rédeas levantou a mão esquerda pedindo silêncio. Mas ouvia-se apenas o ranger do couro das selas e dos loros, o retinir das esporas e barbelas, o resfolegar dos cavalos contidos pelos freios. O General tirou o lenço do rosto e começou a falar.
Camaradas do 2º. Regimento, Dragões Reais de Minas...
O ferimento da boca não permitia que ele pronunciasse as palavras corretamente. Eu dormitava sobre a minha sela e mal entendia o que ele dizia.
O velho Sargento Andrade, dado como morto, esticado ao lado de uma carreta de munição, as esporas gastas de ferro enfiadas na terra estrangeira, o uniforme roto e sujo de lama, levantou-se, fez uma continência e caiu ao chão. Alguns soldados riram à socapa.
Osório parou de falar. Respondeu a continência olhando o corpo imóvel de Andrade, seu rosto meio escondido pelo lenço negro. Fez um gesto para o ajudante-de-ordens, esporeou o cavalo e partiu num trote curto em direção ao acampamento do 5°.
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Besouro, o filme

terça-feira, 25 de agosto de 2009
Onde está Belchior?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
ardil-22, um trecho
- E não me diga que Deus trabalha por caminhos misteriosos - continuou Yossarian, passando por cima das objeções dela. - Não há nada de misterioso. Ele simplesmente não está trabalhando. Está mais é brincando. Ou então esqueceu-se completamente de nós. Esse é o tipo de Deus sobre o qual vocês costumam falar: um caipira, desajeitado, confuso, trapalhão, presunçoso e esquisito. Bom Deus, como é que se pode ter reverência por um ser supremo que acha necessário incluir em seu sistema divino de criação fenômenos como o catarro e a cárie dentária? O que passou pela sua mente deformada, diabólica e escatológica quando roubou aos velhos a capacidade de controlar os movimentos das entranhas? Por que razão tinha que criar a dor?
- A dor - disse a esposa do Tenente Scheisskopf, vitoriosamente, agarrando a oportunidade com unhas e dentes. - A dor é um sintoma da maior utilidade. A dor constitui um aviso dos perigos para o corpo.
- E quem criou esses perigos? - perguntou Yossarian, com uma risadinha cáustica. - Oh, ele estava realmente sendo caridoso conosco quando nos deu a dor! Por que, em vez disso, não poderia ter usado uma campainha de porta para nos avisar? Ou então um dos seus coros celestiais? Ou até mesmo um sistema de tubos de luz neon, vermelha e azul, embutidos no meio da testa de cada pessoa. Qualquer fabricante de vitrolas automáticas poderia fabricar um negócio desses com a maior facilidade. Por que, então, ele não pôde fazê-lo?
- As pessoas certamente pareceriam tolas andando com tubos de luz neon embutidos na testa.
- E por acaso elas parecem bonitas agora, contorcendo-se em agonia ou embrutecidas por uma dose de morfina? Mas que trapalhão colossal e imortal! E quando a gente pensa na oportunidade e no poder que ele tinha de fazer um trabalho e tanto, fica-se ainda mais impressionado com toda essa confusão estúpida e horrível que ele criou. A incompetência dele é impressionante. É evidente que nunca teve que se preocupar com uma folha de pagamento. Nenhum homem de negócios que se preze jamais iria contratá-lo sequer para encarregado da expedição!
JOSEPH HELLER
o atual frequentador de cinema é assim:
É o mal (e mau) educado falando no celular… é o cara que pirateia o filme… é o moleque estúpido que gosta de qualquer merda… é…
sábado, 22 de agosto de 2009
Não Diga Nada tipo exportação!

Após alguns dias (semanas?) sem postar, estou de volta. Os motivos são vários, trabalho estudos… dia desses me beneficie com umas não-merecidas folgas trabalhistas e fui viajar. Chegando ao aeroporto de congonhas, encontro um velho conhecido do blog, Fabiano Cambota vocalista da banda Pedra Letícia, pedi seu isqueiro emprestado e começamos a conversar, o dialogo teve aproximadamente dois cigarros fumados de duração (um intervalo aproximado de 10 minutos entre um e outro), me revelou a projeção alcançada pela banda com a participação no programa Domingão do Faustão, os shows cancelados pela gripe suína e seu novo projeto de stand up comedy onde divide o palco com alguns integrantes do humorístico CQC. Era a oportunidade que eu precisava para pedir desculpas a banda por ter sido co-autor de uma subtração sofrida por eles no passado, mas não foi dessa vez, eu não colocaria em riscos a liberdade de um amigo(hehehehe). Enfim, essa já é uma outra historia.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Loucura do Rock.
fonte: whiplash.
domingo, 16 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
as palavras de bertolt brecht
“Vejam bem o procedimento desta gente:
Estranhável, conquanto não pareça estranho
Difícil de explicar, embora tão comum
Difícil de entender, embora seja a regra.
Até o mínimo gesto, simples na aparência,
Olhem desconfiados! Perguntem
Se é necessário, a começar do mais comum!
E, por favor, não achem natural
O que acontece e torna a acontecer
Não se deve dizer que nada é natural!
Numa época de confusão e sangue,
Desordem ordenada, arbítrio de propósito,
Humanidade desumanizada
Para que imutável não se considere
Nada"
criminal macabre no cinema
A Universal – aquela mesma do Drácula, Lobizomen, Múmia e outros monstros mais e menos notáveis – comprou os direitos da bela história de Steve Niles: um detetive estilo noir acabadão enfrentando monstros de todos os tipos, tendo como ajudante um zumbi invocado. Muita sangreira, drogas e diversão para toda a família. Bem, talvez não para toda a família.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Rubinho consegue se superar
terça-feira, 21 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Ken Russell's Gothic
Ken Russel, Mary Shelley, Lord Byron, a noite mais densa, horror, luxúria e KEN RUSSEL!
BRONSON
BRONSON É LOUCO! É ENGRAÇADO! É PSICÓTICO! É UMA PORRADA! CHEIO DE ESTILO! COM ECOS DE STANLEY KUBRICK! COM NUANCES E CAMADAS PARA MENTES PENSANTES!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O Cobrador!
Uma caixa preta debaixo do braço. Falo com a língua presa que sou o bombeiro que vai fazer o serviço no apartamento "duscenthos" e um. O porteiro acha graça da minha língua presa e me manda subir. Começo do ultimo andar. Sou o bombeiro (língua normal agora), vim fazer o serviço. Pela abertura, dois olhos: ninguém chamou bombeiro não. Desço para o sétimo, a mesma coisa. Só vou ter sorte no primeiro andar.
A empregada me abriu a porta e gritou La para dentro, é o bombeiro. Surgiu uma moça de camisola, um vidro de esmalte de unhas na mão, bonita, uns vinte e cinco anos.
Deve haver um engano, ela disse, nós não precisamos de bombeiro.
Tirei o Cobra de dentro da caixa. Precisa sim, é bom ficarem quietas senão mato as duas. Tem mais alguém em casa? O marido estava trabalhando e o menino no colégio. Amarrei a empregada fechei sua boca com esparadrapo. Levei a dona pro quarto.
Tirei a roupa.
Não vou tirar a roupa, ela disse, a cabeça erguida.
Estão me devendo xarope, meia, cinema, filé mignon e buceta, anda logo. Dei-lhe um murro na cabeça. Ela caiu na cama, uma marca vermelha na cara. Não tiro. Arranquei a camisola, a calcinha. Ela estava sem sutiã. Abri-lhe as pernas. Coloquei os meus joelhos sobre as suas coxas. Ela tinha uma pentelheira basta e negra. Ficou quieta, com olho fechados. Entrar naquela floresta escura não foi fácil, a buceta era apertada e seca. Curvei-me, abri a vagina e cuspi lá dentro, grossas cusparadas. Mesmo assim não foi fácil, sentia o meu pau esfolando. Deu um gemido quando enfiei o cacete com toda força até o fim. Enquanto enfiava e tirava o pau eu lambia os peitos dela, a orelha, o pescoço, passava o dedo de leve no seu cu, alisava sua bunda. Meu pau começou a fica lubrificado pelos sucos da sua vagina, agora morna e viscosa.
Como já não tinha medo de mim, ou por que tinha medo de mim, gozou primeiro do que eu. Com o resto da porra que saía do meu pau fiz um círculo em volta do umbigo dela.
Vê se não abre mais a porta pro bombeiro, eu disse, antes de ir embora.
...
Trecho do conto "O Cobrador" - Rubem Fonseca, 1989.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
ENQUANTO ISSO, NO REINO DOS CÉUS...
FLIP 2009
A Flip teve sua primeira edição em 2003 e já teve como convidados autores como Paul Auster, Ian McEwan, Neil Gaiman,Martin Amis, Eric Hobsbawn, além de vencedores do Prêmio Nobel como J. M. Coetzee e Nadine Gordimer.
Neste ano a festa Literária Internacional de Paraty, que começa nesta quarta (1º), traz um cantor, um biólogo, um jornalista, uma artista plástica, e autores de quadrinhos entre os principais destaques, dentre estes: Chico Buarque, o polêmico Richard Dawkins (evolucionista e nome mais conhecido do ateísmo hoje) e Gay Talese, um dos fundadores do chamado “novo jornalismo” nos anos 60, o português António Lobo Antunes e outros 30 autores.
página da flip.
fonte: G1
Neil Gaiman, Flip 2008.




